Filho do ex-árbitro Cláudio Cerdeira, Tales ignora supermaiôs para 'virar grande' PDF Imprimir E-mail
Bruno Doro
Em Santos (SP)

Nem Felipe França, nem Henrique Barbosa. A grande estrela do Troféu Maria Lenk, pelo menos no nado peito, se chama Tales Cerdeira. Filho do ex-árbitro de futebol Cláudio Cerdeira, ele venceu os 100m e os 200m peito na piscina da Unisanta, em Santos, com direito a tempos, nas duas provas, entre os 10 melhores do mundo na temporada.

“Nem eu esperava esses resultados. É a melhor competição da minha vida. Ano passado eu fui muito bem nos 200m, mas não nos 100m. Agora, isso mudou”, comemora o nadador de 23 anos. “É importante ter feito essas marcas. Agora, você chega aos campeonatos internacionais respeitado, não é só mais um”.

A maior prova disso é o novo status de Tales no ranking mundial: nos 200m peito, sua especialidade, ele é o quinto colocado (2min10s91). Nos 100m, é o oitavo (1min01s12). “Cheguei aqui como um nadador de 200m peito. Saio como nadador de peito. Acho que vou até arriscar os 50m peito, quem sabe não dá certo?”

Com 1,82 e 72kg, ele é o protótipo do nadador que foi beneficiado com a “nova natação”. Leve e rápido, sua adaptação à proibição dos supermaiôs foi mais rápida do que rivais como Felipe França – 1,86m e 90kg. “Sempre fui mais leve e os trajes não mudaram muito meus resultados. Tanto que melhorei meu resultado nos 100m e, nos 200m, não piorei tanto quanto estavam esperando”. No ano passado, ele fez a prova em 2min09s31, menos de um segundo abaixo do tempo atual.

O artífice dessa mudança foi Alberto Silva, o Albertinho. Mentor de Cesar Cielo, o treinador passou a trabalhar com Tales após o Mundial do ano passado. Antes, o carioca era orientado por Arílson Soares, o mesmo que levou Felipe França ao vice-campeonato mundial no ano passado.

“Treinar com o Albertinho foi muito importante. Eu evolui tecnicamente, fisicamente, psicologicamente. O perfil de treinos dele se adequava melhor ao meu estilo”, explicou.

Em segundo lugar, o favorito Henrique Barbosa (1min01s81) admitiu que não teve os resultados que esperava. “Eu senti muito no final, tanto dos 200m, quanto dos 100m. Mesmo assim, ainda fiquei em segundo. É um bom sinal que, mesmo sem estar realmente preparado, estou acompanhando o pessoal. O Tales mostrou que pode se tornar um grande nadador”.

No feminino, a vitória ficou com Carolina Mussi, 1min11s74, à frente de Ana Carla Carvalho (1min12s11) e Tatiane Sakemi (1min12s20). A final foi apertada, com Carolina chegando à ponta só no final, após virar em terceiro lugar. As três são parceiras de treino em São Paulo. “É minha característica. Até nos treinos acontece assim, chegando sempre no final”, explicou.

Nos 400 m, Joanna vence 'briga' de medalhistas

Para fechar o dia, Joanna Maranhão conquistou sua terceira medalha no Maria Lenk, a segunda de ouro – a primeira foi nos 400m medley e o outro pódio, no revezamento 4x50m. Ela venceu os 400m livre com 4min13s49, em disputa acirrada com outra multimedalhista da competição: Poliana Okimoto (4min13s56). Ouro nos 800m e bronze nos 200m, agora a corintiana também é prata nos 400m livre. Na prova masculina, vitória para Armando Negreiros, com 3min55s29.

Na semifinal dos 50m costas, os competidores sofreram com um problema técnico no placar eletrônico. A primeira bateria da prova feminina foi disputada, mas a cronometragem não foi acionada. A organização alegou problema técnico. As nadadoras tiveram de nadar novamente, minutos depois. A melhor do dia foi Fabíola Molina, com 28s52. No masculino, quem liderou foi Guilherme Guido, com 25s58.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/natacao
 
Ex-recordista mundial, França faz 4º tempo do ano; Cielo nada para se classificar PDF Imprimir E-mail
Bruno Doro
Em Santos (SP)

Felipe França conseguiu ofuscar Cesar Cielo. No dia em que o campeão olímpico estreou nos 100m livre no Troféu Maria Lenk, quem brilhou em Santos foi o ex-recordista mundial dos 50m peito. Com 27s73, França virou o 4º nadador mais rápido do mundo neste ano na distância.

Sua antiga marca, do Sul-Americano da Colômbia, era 27s90, que o colocava em oitavo lugar no ranking mundial. Agora, ele está atrás apenas de Kosuke Kitajima, com 27s30, do australiano Brenton Rickard (27s40) e do também japonês Ryo Tateishi (27s62).

Cielo, por sua vez, nadou apenas para se classificar. Nas eliminatórias dos 100m livre, prova que venceu com recorde mundial no ano passado em Roma, ele fechou em 50s49, atrás de André Daudt (50s13), seu ex-companheiro de Pinheiros, e Marcelo Chierighini (50s46).

“O que eu queria era apenas passar para a semifinal. Nadei sem fazer esforço nenhum, para poupar energia mesmo. Eu tenho mais três 100m aqui em Santos”, explicou o nadador, que saiu rapidamente da piscina e até mesmo esqueceu o documento que usou para disputar a prova com os juízes.

Quem comemorou foi André Daudt. Aos 20 anos, ele “tirou onda” da vitória: “Com certeza ele não deu tudo. Acho que ele segurou depois dos 50m. Mas quando eu percebi, pensei ‘vou aproveitar e apertar no finalzinho para bater na frente’. Fui para o tudo ou nada mesmo”, afirmou o nadador. “É uma sensação boa. Pelo menos vai estar gravado. Agora vou poder falar que já bati na frente do cara”, brincou.

Nas outras provas da tarde, Tatiane Sakemi liderou as eliminatórias dos 50m peito, com 32s32. Nos 200m borboleta, Joanna Maranhão foi à final com o melhor tempo (2min14s24) no feminino e Leonardo de Deus (1min58s13), no masculino. Nos 100m livre feminino, Tatiana Lemos foi à semifinal em 1º lugar, com 56s35.

 

Fonte: http://esporte.uol.com.br/natacao

 

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